Não sei como explicar
Esta entusiasta turbulência
De não te ter esquecido
(vá, um pouco adormecido)
Acordando sentimentos diminutos
Vindos à tona da pele
Instalados em redor da alma
Numa questão de minutos.
Não há que questionar,
Não há que perceber,
Nesta forma de estar
Sabe sempre tão bem:
Desde que chegas
Até ao momento da partida;
Desde que começou
Nunca parece que termina..
Esta alegria crescente
Faz uma ideia cimentar
Não sabendo que lhe fazer
Tenho medo que venha estragar
Esta onda de bem estar.
Servir-te uma torrada no Inverno
Partilhar um gelado no Verão
Tudo o que pareça relativo
Nada do que se possa lembrar
Do murmurar a uma discussão
De tudo a nada
Do anoitecer ao acordar
Como vamos estar?
O tempo e a saudade
Vejo-os lá longe de mão dada,
Chegarão, ou não, até nós;
As ideias ficarão mais claras,
Os sentimentos mais puros
As dúvidas mais vagas
As tristezas mais distantes
As alegrias mais e mais constantes.

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