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Quanto mais tempo temos para fazer algo, menor é o empenho e a dedicação! Quanto tempo tem a vida?

domingo, fevereiro 27, 2011

É belo a cada manhã acordar

É belo a cada manhã acordar
Ter o prazer de um novo dia gozar
A oportunidade de respirar emoções
Pôr tudo em prática:
Sonhos, lutas, desejos, …
Para quando chegar a hora de deitar
Ter a sensação de cumprido o dever
E sentir que tudo voltaria a fazer.

Em cada dia reside um novo sonho
Alimentado pela virtude da esperança
Que luta pela felicidade
Numa vontade insaciável
Numa aventura que parece interminável
E admirar a coragem de quem diz
De peito aberto que é feliz!

A vontade é fundamental.
Os braços cruzados magoam quem não os tem.
O pensamento positivo cresce,
O pessimismo mais persistente desaparece
Nascem novos alentos e almas
Quando tudo parece perdido
Num sonho já quase esquecido!

Impossível é dar vida a um morto,
Mas endireitar um caminho torto?
É possível querendo;
Agarrando-se aos desejos sonhados
Para que o futuro não seja vazio
Para que o presente faça sentido
Tomando o passado com adquirido.

A vida não tem segredo
Onde felicidade é como a presunção:
Está na tua mão
Aquela que vais tomar,
Aquela que vais conquistar,
A cada passo dado,
Em cada lugar onde tiveres passado.


Porque é preciso ver…
Mas também pensar, lutar e sonhar
Para que se saiba navegar
Pelas turbulentas e agitadas águas da vida
Que nos guiam pelas ondas do destino
Que se esposou com a felicidade
Num altar de glória
E nos esperam pacientemente
Pedindo que evitemos a ansiedade
Para sentir o valor da vitória.

domingo, fevereiro 13, 2011

Tempo de palhaço perdido

Os palhaços têm a sorte
Aquela que eu vou imitando!
Por trás daquela máscara
Outro ser se esconde,
Outra vida corre.
Mas a cada dia um novo espectáculo,
Um novo ânimo,
Uma força brota
E que nunca se esgota.

Assim vai sendo o meu viver
De dia uma alegria, uma coragem
De noite uma mágoa.
Do amanhecer uma miragem
Procurando em tudo a coragem.

Com um sorriso vou fortalecendo
Os dias que vou vivendo
Para quando a noite chegar
Ter forças para resistir
E não esquecer a minha razão
O facto de existir.

Se como ele temo a solidão
Não adianta dizer que não
O medo de ficar sozinha
Porque o tempo não me tem ajudado
Nem as memórias me tem apagado
Nem a vida saciado.

Se bem que me vou aguentando
Não sei quanto tempo mais
Não sei quanta dor mais
Tantas questões
E nenhumas respostas
Oh vida, porque me viraste as costas?

Tempo se insistes em ficar assim,
Vida se não voltas para mim,
Alegria se tendes a não aumentar,
Forças se tendem a acabar,
O que faz mais sentido?
Nada de mim
Tudo para os outros
Neste mundo perdido!