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Quanto mais tempo temos para fazer algo, menor é o empenho e a dedicação! Quanto tempo tem a vida?

sexta-feira, junho 25, 2010

Mesmo tempo, diferentes pensares

Novos tempos se aproximam
Velhos tempos vou recordar
Sentada espero já ansiosa
Pelo momento que de perto
Vou ver o teu olhar
E a teu lado estar.

Ninguém anseia como eu
O desejo de te ter
O desejo de te tocar
A vontade de partilhar.

Por vezes penso com o coração
Mas logo chega a razão
Que tenta por um ponto final.
Luto contra ela,
Mas logo percebo que é a verdade
Que a vida vai ter de continuar
Que jamais me vais amar
Seja aqui ou em qualquer lugar.

Novos tempos podem chegar
Velhos tempos posso ter que recordar
A vontade de lutar acabou
Visto que o amor não chegou.

sexta-feira, junho 18, 2010

Olhar cego

Uma flor mirava o sol
Estava um dia pálido
Tal como ela se sentia
Ao pensar que o abelhão
Se aproximaria
A qualquer momento.

Era um enigma para si,
Qual preferia?
A suavidade do abelhão
Ou a cegues teimosa
Daquele que iluminava o seu coração.

Um forte e esbelto
Outro rude e mandão.
Um próximo e terno
Outro feio mas moreno!

Ela pensava no que haveria de escolher
Se deveria dar olhos à razão
Ou olhos à imaginação!

Começava-se a acabar o tempo…
O tempo em que o abelhão vinha
Para recolher o seu néctar
Mas o sol ali continuava
E os seus raios não arredava.

O sol não se afastava
Ela sabia que sempre que ele fosse
Também voltava
Mas tal como ia e vinha
Também tinha dias que iluminava mais
Outros que era menos forte
Tudo se baseava agora na sorte!

Era Inverno o abelhão deixou de vir,
O sol estava fraco…
O seu desejo aumentava
Como podia ela não murchar
Se calor não a aquecia
Sem ninguém para a beijar!

A cada noite fechava as pétalas
A cada dia suspirava
A cada vida suplicava
Para ser colhida
E nunca mais teria que se preocupar
Por quem iria ser escolhida.

Fechou os olhos profundamente,
Pensou para o seu interior
E concluiu…
Não há cegues tão grande como quem não quer ver
Nem amor que já uma vez fugiu!

quarta-feira, junho 09, 2010

Fuga destemida

Vejo-me aqui deitada e só
Pensando em ti
Naquilo que me disseste
Na última vez que te vi
Nada mais foi igual?

Quando agora fechar os meus olhos
Não mais sonharei contigo
(será que alguma vez sonhaste comigo?)
Possivelmente um pesadelo terei
Por culpa própria ou mesmo tua
Uma vez que o amor só no futuro
Eu conjugarei.

Se dantes estavas abraçado a mim
Agora corres desenfreado
Como de medo se tratasse
Faria se te beijasse?!?!

Corres para onde?
Corres de onde?
Corres para quem?
Por quem bate o teu coração?

Quando amanhã acabar
Tudo fará mais sentido
Tudo estará mais claro
Pois nos meus sonhos eu me esqueci
Que não sou a única
Que ainda não “cresci”!

quarta-feira, junho 02, 2010

Surpresas infinitas

A vida passa por nós e não pára
Fazemos planos e planos
Quando ela já tem um só para nós,
Acontecem coisas sem contar
Inclusive quando nos sentimos sós!

A vida não nos deixa
Por mais que queiramos desistir
Há sempre alguém
Que ela nos reservou
Até mesmo para esquecer
Aquele que na realidade nunca nos amou!

Jogar pelo seguro é o seu lema
Viver intensamente recorda-nos a cada momento
Sorrir a todos
E abandonar o desalento.

Ao virar de cada esquina
Lá está ela
De braços abertos para nos levantar
Quando o voo foi alto;
Ensina-nos a sonhar
E sermos actores principais
Em cima de cada palco!

Nem tudo são rosas
Mas os espinhos ajudam-nos a erguer
Continuar para a frente sempre
Nada há a temer
Acreditemos nela a valer!