Um rasto de incerteza imergiu
Marcado com o fogo da dor
Que provocaste com aquele não
E que até hoje ainda me deixa
Sem saber o que dizer
Ou mesmo pensar
Mesmo quando tudo cá dentro se queixa.
Já não sei no que acredito
Porque do alto da montanha
Ao profundo vale
O salto mortal
Destrona tudo o que resistia
Até mesmo o pensamento imoral.
Olho p’ro norte
E olho p’ro sul
Desorientada pela rosa dos ventos
Que guia o leme do meu barco
Continua sem atracar
Nesse porto
Onde vive o teu olhar.
Tento ganhar forças
Para lançar a âncora
Em alto mar
Mas só o simples facto de te amar
Me tem deixado à deriva.

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