Abril está a terminar... Partilhei 8 poemas durante o seu decorrer.
Para variar solicito a vossa participação na votação para saber qual mais gostaram desta vez!
Vai estar aberta durante uma semana novamente! Mais um fecho do mês! ;-)
Podem votar e até mesmo comentar a vossa escolha. Desta vez só irei votar no fim; mas posso avançar que o "vencedor" do mês passado não tinha sido a minha escolha :p
Obrigada pela vossa paciência e interesse.
quarta-feira, abril 28, 2010
Renascer
Tudo pode acontecer
Podem falar o que quiserem
Podem dizer o que pensarem
Ninguém me mudara as ideias.
A minha opção eu já fiz
O que hei-de fazer ninguém me diz
O passado já lá vai
Os enganos não se apagam
A verdade vem sempre ao de cima
Apesar de custar como a rima!
Admito que errei
Fizeram-me a cabeça
Embora eu me conheça
Enganaram-me…
Na realidade tive sempre na memória
Os momentos que passamos
As alegrias que vivemos
As asneiras que fizemos
E as loucuras que quisemos.
Lágrimas chorei
O coração apertou,
Vivi na mentira,
No fingimento,
Tornando a minha vida num desalento.
Podem falar o que quiserem
Podem dizer o que pensarem
Ninguém me mudara as ideias.
A minha opção eu já fiz
O que hei-de fazer ninguém me diz
O passado já lá vai
Os enganos não se apagam
A verdade vem sempre ao de cima
Apesar de custar como a rima!
Admito que errei
Fizeram-me a cabeça
Embora eu me conheça
Enganaram-me…
Na realidade tive sempre na memória
Os momentos que passamos
As alegrias que vivemos
As asneiras que fizemos
E as loucuras que quisemos.
Lágrimas chorei
O coração apertou,
Vivi na mentira,
No fingimento,
Tornando a minha vida num desalento.
domingo, abril 25, 2010
Sem título (temporário)
Parecem agora faltar-me as palavras para escrever,
Em sentido contrário multiplicam-se
As palavras que te queria dizer.
São sensações não sentidas,
São sensações baralhadas,
A razão não teria explicações
O coração não teria razões.
O que és afinal?
Ou o que sou eu, para começar?
A luz do teu olhar
Ilumina a sombra da minha alma.
A melodia da tua voz
Encanta tudo o que escuto.
A simplicidade do teu sorriso
Faz envaidecer tudo o que vejo.
O doce do teu beijo...
Já não conheço!
Mais ainda vive no meu desejo.
Estar contigo sem te beijar
É como um punhal...
Cravado na mão.
Deixaria de poder escrever
Exprimir aquilo que sinto
E que ainda não fui capaz de dizer.
Escrevo o que penso.
Quero agir em conformidade.
Porém nada é possível
Sem uma oportunidade.
Melhor que eu não é difícil
Melhor que tu não é fácil.
Errei no passado,
Não quero pagar no presente,
Para poder viver o futuro.
A teoria do escolhido
Eu não aceito
Olha para mim e diz
Tudo a que tens direito.
Em sentido contrário multiplicam-se
As palavras que te queria dizer.
São sensações não sentidas,
São sensações baralhadas,
A razão não teria explicações
O coração não teria razões.
O que és afinal?
Ou o que sou eu, para começar?
A luz do teu olhar
Ilumina a sombra da minha alma.
A melodia da tua voz
Encanta tudo o que escuto.
A simplicidade do teu sorriso
Faz envaidecer tudo o que vejo.
O doce do teu beijo...
Já não conheço!
Mais ainda vive no meu desejo.
Estar contigo sem te beijar
É como um punhal...
Cravado na mão.
Deixaria de poder escrever
Exprimir aquilo que sinto
E que ainda não fui capaz de dizer.
Escrevo o que penso.
Quero agir em conformidade.
Porém nada é possível
Sem uma oportunidade.
Melhor que eu não é difícil
Melhor que tu não é fácil.
Errei no passado,
Não quero pagar no presente,
Para poder viver o futuro.
A teoria do escolhido
Eu não aceito
Olha para mim e diz
Tudo a que tens direito.
quarta-feira, abril 21, 2010
Amor sem dono
Tudo começa sem se notar
Tudo muda sem querer
Tudo acaba quando começa
Nada começa quando um não quer.
A dúvida persiste e insiste
O sonho na realidade existe
Num pesadelo se pode tornar
Por mais que eu tente
Não sei se alguma vez me vais encarar!
O meu coração fala
Fala para o meu olhar!
Olho em volta e nada vejo!
Ele repete que bate por ti…
Por ti quem?
Quem és tu?
Do pouco que sei, do pouco que és
És tudo para mim!
És dono do coração
Dono da paixão
Dono deste fervor
E desconheces a tua fortuna, que é o meu amor!
Tudo muda sem querer
Tudo acaba quando começa
Nada começa quando um não quer.
A dúvida persiste e insiste
O sonho na realidade existe
Num pesadelo se pode tornar
Por mais que eu tente
Não sei se alguma vez me vais encarar!
O meu coração fala
Fala para o meu olhar!
Olho em volta e nada vejo!
Ele repete que bate por ti…
Por ti quem?
Quem és tu?
Do pouco que sei, do pouco que és
És tudo para mim!
És dono do coração
Dono da paixão
Dono deste fervor
E desconheces a tua fortuna, que é o meu amor!
domingo, abril 18, 2010
Silêncio questionador
Obrigado,
Pelo silêncio que me tens dado
Que responde às minhas dúvidas
Aquelas que dominaram o passado
Mas que agora me fortalecem
Dando novo ar ao ar
Até para as coisas que não esquecem.
Se é verdade que ele é duro
Também alivia
Se a início me moía
Agora me passa ao lado
O coração já não aperta
A realidade já não me assusta
Pois fez-se luz na hora certa.
Se hoje o quebras-te
Já é hábito teu partir
Sem te aperceberes estás a ajudar
Para noutra eu embarcar
Passando de amor a indiferença
Amedrontada pela tua presença
Nos tempos que se avizinham
Nas lutas que se adivinham.
Pelo silêncio que me tens dado
Que responde às minhas dúvidas
Aquelas que dominaram o passado
Mas que agora me fortalecem
Dando novo ar ao ar
Até para as coisas que não esquecem.
Se é verdade que ele é duro
Também alivia
Se a início me moía
Agora me passa ao lado
O coração já não aperta
A realidade já não me assusta
Pois fez-se luz na hora certa.
Se hoje o quebras-te
Já é hábito teu partir
Sem te aperceberes estás a ajudar
Para noutra eu embarcar
Passando de amor a indiferença
Amedrontada pela tua presença
Nos tempos que se avizinham
Nas lutas que se adivinham.
quarta-feira, abril 14, 2010
Rio em mim
Corre o rio da nascente à foz,
Ajudado por ribeiros
Questiona-se, interiormente,
Se sozinho sobreviveria,
Ou se sem companhia secaria!
Da mesma forma eu me sinto,
Tanta vezes te “colas a mim”,
Espaço não tenho
Vontade não me falta
Até quando me quero ausentar
Tu “fazes o favor” de não me largar.
Mas hoje vejo,
Hoje sinto que és fundamental.
A tua voz já quase esqueci
Queria agora a pedra filosofal
Para eliminar esta distância
Para te ter agora aqui!
O rio ao aproximar-se do mar
Hesita várias vezes
Pensa se há-de em seus braços se perder
Ou nas suas margens se recolher.
Da mesma forma eu me sinto,
Tantas vezes dou por mim a pensar,
Se agir é o melhor remédio,
Ou, se fugir é o melhor prémio!
Ajudado por ribeiros
Questiona-se, interiormente,
Se sozinho sobreviveria,
Ou se sem companhia secaria!
Da mesma forma eu me sinto,
Tanta vezes te “colas a mim”,
Espaço não tenho
Vontade não me falta
Até quando me quero ausentar
Tu “fazes o favor” de não me largar.
Mas hoje vejo,
Hoje sinto que és fundamental.
A tua voz já quase esqueci
Queria agora a pedra filosofal
Para eliminar esta distância
Para te ter agora aqui!
O rio ao aproximar-se do mar
Hesita várias vezes
Pensa se há-de em seus braços se perder
Ou nas suas margens se recolher.
Da mesma forma eu me sinto,
Tantas vezes dou por mim a pensar,
Se agir é o melhor remédio,
Ou, se fugir é o melhor prémio!
domingo, abril 11, 2010
Vazio sem explicação
A força que há dentro de cada um
Propaga-se como uma chama
Num Verão quente,
Mas torna-se incontrolável
Quando já nada a segura
Quando a raiva nasce
E o perdão já não supera a amargura.
Grão a grão enche a galinha o papo
Palavra a palavra os meus ouvidos
Acumulam tristezas
Deixando os pensamentos oprimidos.
Já lhe chamaram ciúme
Eu continuo sem saber,
Sem nada perceber
Não queria uma razão
Nem sequer uma explicação
Apenas que tudo voltasse,
Voltasse a ser como antes
Sem nada a temer
Sem nada a esconder.
Não queria ter que pensar
Antes de falar ou antes de agir
Não queria passar por isto
E como agora fingir
Que nada se passa
Que está tudo bem
E não poder dize-lo a ninguém.
Se em todos os lugares perdidos
Há uma saída;
Se em toda a escuridão
Há uma luz;
Também haverá um futuro
Que conhecerá a reconciliação.
Propaga-se como uma chama
Num Verão quente,
Mas torna-se incontrolável
Quando já nada a segura
Quando a raiva nasce
E o perdão já não supera a amargura.
Grão a grão enche a galinha o papo
Palavra a palavra os meus ouvidos
Acumulam tristezas
Deixando os pensamentos oprimidos.
Já lhe chamaram ciúme
Eu continuo sem saber,
Sem nada perceber
Não queria uma razão
Nem sequer uma explicação
Apenas que tudo voltasse,
Voltasse a ser como antes
Sem nada a temer
Sem nada a esconder.
Não queria ter que pensar
Antes de falar ou antes de agir
Não queria passar por isto
E como agora fingir
Que nada se passa
Que está tudo bem
E não poder dize-lo a ninguém.
Se em todos os lugares perdidos
Há uma saída;
Se em toda a escuridão
Há uma luz;
Também haverá um futuro
Que conhecerá a reconciliação.
quarta-feira, abril 07, 2010
Remar sem medo
As ideias brotam sem parar
Os pensamentos nascem
Os acontecimentos sucedem-se
Ou não fosse a vida uma emoção
Pena que o castigo seja solitário
E recaía sempre sobre o coração.
O início é sempre penoso
Em qualquer circunstância
Piorando no campo amoroso,
Que por mais que se lute
Contra o pensamento teimoso
Que derruba o discernimento
Que ataca sem aviso
Que magoa em qualquer momento.
Se o tempo tudo cura
Se o meu coração sufoca
E se o que aperta segura,
Então a esperança sobrevive
Mesmo nos piores dias
Em que involuntariamente
Esquecemos as alegrias.
Há horas assim…,
Que parecem não ter fim
Mas a luta faz renascer
O desejo de ao acordar
De quando o sol nascer
Agarrar cada momento
Fundamental para sobreviver.
Os dias de felicidade
São para aproveitar
Viver com intensidade
Pois a vida é só uma
Ignorar quem nada merece
Virar as costas ao desalento
Sorrir para quem não nos esquece
Com esperança e alento
De que melhores dias virão
Com a cabeça erguida
E um grande coração.
Pensar que pode ser pior
É estratégia de consolação
Mas não dura para sempre
Porque depois de incutida na mente
É um passo até à desilusão
Mas há que seguir em frente
Levar tudo como um desafio
Celebrar cada vitória
Pois todos reconhecemos
Que a vida é uma gloria
Não se pode desperdiçar
Por aqueles que não sabem amar.
Do passado tira-se o melhor
Para escrever o futuro
Abandonando o medo
A felicidade não tem segredo
Agarrar cada oportunidade
Com força e coragem
Remando para a outra margem.
Os pensamentos nascem
Os acontecimentos sucedem-se
Ou não fosse a vida uma emoção
Pena que o castigo seja solitário
E recaía sempre sobre o coração.
O início é sempre penoso
Em qualquer circunstância
Piorando no campo amoroso,
Que por mais que se lute
Contra o pensamento teimoso
Que derruba o discernimento
Que ataca sem aviso
Que magoa em qualquer momento.
Se o tempo tudo cura
Se o meu coração sufoca
E se o que aperta segura,
Então a esperança sobrevive
Mesmo nos piores dias
Em que involuntariamente
Esquecemos as alegrias.
Há horas assim…,
Que parecem não ter fim
Mas a luta faz renascer
O desejo de ao acordar
De quando o sol nascer
Agarrar cada momento
Fundamental para sobreviver.
Os dias de felicidade
São para aproveitar
Viver com intensidade
Pois a vida é só uma
Ignorar quem nada merece
Virar as costas ao desalento
Sorrir para quem não nos esquece
Com esperança e alento
De que melhores dias virão
Com a cabeça erguida
E um grande coração.
Pensar que pode ser pior
É estratégia de consolação
Mas não dura para sempre
Porque depois de incutida na mente
É um passo até à desilusão
Mas há que seguir em frente
Levar tudo como um desafio
Celebrar cada vitória
Pois todos reconhecemos
Que a vida é uma gloria
Não se pode desperdiçar
Por aqueles que não sabem amar.
Do passado tira-se o melhor
Para escrever o futuro
Abandonando o medo
A felicidade não tem segredo
Agarrar cada oportunidade
Com força e coragem
Remando para a outra margem.
domingo, abril 04, 2010
Ignorância madura
O acaso não existe
Apenas a incerteza do viver
Para tudo há um sentido
Para tudo há uma explicação
Quer seja um sim,
Quer seja um não,
Ou uma mera inconclusão.
O lamento é fruto do infortúnio
Do qual nos alimentamos,
Respiramos e inspiramos
Para dele saber retirar
O que de importante interessa;
O que valeu a pena,
O que deu prazer,
Na escuridão iluminada
A coragem saiu reforçada.
O medo nunca fez crescer ninguém
A ignorância não constrói pontes
A força e a certeza destroem muros
Que sobem do coração ao pensamento
Deixando o sabor amargo do desconhecido
Até para o ser mais arrependido
Que já não moí farinha
Nem sequer para o pão
Que alimenta a razão.
Se custa esperar pelo tempo
Pelo que ele consigo trará
Fazendo sonhar
Libertando os desejos
Esquecendo os receios
Aquecendo as emoções
Amadurecendo os mais frios corações.
Apenas a incerteza do viver
Para tudo há um sentido
Para tudo há uma explicação
Quer seja um sim,
Quer seja um não,
Ou uma mera inconclusão.
O lamento é fruto do infortúnio
Do qual nos alimentamos,
Respiramos e inspiramos
Para dele saber retirar
O que de importante interessa;
O que valeu a pena,
O que deu prazer,
Na escuridão iluminada
A coragem saiu reforçada.
O medo nunca fez crescer ninguém
A ignorância não constrói pontes
A força e a certeza destroem muros
Que sobem do coração ao pensamento
Deixando o sabor amargo do desconhecido
Até para o ser mais arrependido
Que já não moí farinha
Nem sequer para o pão
Que alimenta a razão.
Se custa esperar pelo tempo
Pelo que ele consigo trará
Fazendo sonhar
Libertando os desejos
Esquecendo os receios
Aquecendo as emoções
Amadurecendo os mais frios corações.
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