A força que há dentro de cada um
Propaga-se como uma chama
Num Verão quente,
Mas torna-se incontrolável
Quando já nada a segura
Quando a raiva nasce
E o perdão já não supera a amargura.
Grão a grão enche a galinha o papo
Palavra a palavra os meus ouvidos
Acumulam tristezas
Deixando os pensamentos oprimidos.
Já lhe chamaram ciúme
Eu continuo sem saber,
Sem nada perceber
Não queria uma razão
Nem sequer uma explicação
Apenas que tudo voltasse,
Voltasse a ser como antes
Sem nada a temer
Sem nada a esconder.
Não queria ter que pensar
Antes de falar ou antes de agir
Não queria passar por isto
E como agora fingir
Que nada se passa
Que está tudo bem
E não poder dize-lo a ninguém.
Se em todos os lugares perdidos
Há uma saída;
Se em toda a escuridão
Há uma luz;
Também haverá um futuro
Que conhecerá a reconciliação.

Sem comentários:
Enviar um comentário